Podemos, realmente, ser felizes?

O pesquisador Rafael Euba, especialista em psiquiatria, do King’s College London, publicou, recentemente, no espaço The Conversation, um artigo bastante polêmico.

Para ele: “Os seres humanos não são projetados para serem felizes ou mesmo contentes. Em vez disso, somos projetados, principalmente, para sobreviver e se reproduzir como qualquer outra criatura no mundo natural.”

Apoia-se na teoria da evolução e no plano estritamente biológico, como se fossemos apenas uma massa viva e destaca que buscar “um estado de contentamento é desencorajado por natureza porque reduziria nossa guarda contra possíveis ameaças à nossa sobrevivência”.

Parece que o ilustre pesquisador optou por uma abordagem bastante simplista, na tentativa de explicar os estados de felicidade. Ser e estar feliz é uma condição que muitos de nós já experimentamos diversas vezes e, neste sentido, temos testemunhos pessoais em abundância.

O artigo é também uma provocação ao povo brasileiro, no bom sentido, é claro! Em certo trecho, o autor da publicação cita o nosso poeta maior, Vinícius de Morais, que cantou a felicidade como “uma pluma que o vento vai levando pelo ar”, e que “voa tão leve, mas tem a vida breve, precisa que haja vento sem parar”.

Assim, na escalada da argumentação, destaca que, sendo a felicidade um estado tão fugaz, qualquer tentativa em alcançá-la levará, implacavelmente, a um indesejado “sentimento de vazio e de frustração”.

E assim, o assunto migra para a Neurociência e, nesta área do conhecimento, o autor busca novos elementos para consolidar a sua tese de que não devemos procurar a felicidade por que não fomos projetados para atingi-la.

Em direção oposta, a Rede Cidadania, uma associação sem fins lucrativos, sustenta e propaga o movimento Ecofelicidade.

A proposta é articular forças do bem para assegurar estados de equilíbrio em três importantes campos relacionais que harmonizam as nossas vidas.

No estado de ecofelicidade busca-se o equilíbrio interior, a harmonia nas difíceis e diversificadas relações que estabelecemos com os outros e, finalmente, interações sadias com o meio ambiente, que nos abriga e sustenta.

O Movimento ECOFELICIDADE, modestamente, pode ser considerado uma resposta à crise ambiental que nos ameaça local e globalmente, isto porque, os grandes desequilíbrios no meio ambiente têm origem em desequilíbrios no interior de cada um de nós. E lá que tudo começa!



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Ecofelicidade e a Arte de Viver